Recicle e conheça a história do papel no Brasil e no mundo
Já imaginou como seria viver sem papel? Hoje em dia seria quase impossível, afinal aprendemos a usá-lo pra tudo: anotações, cartões, cadernos, jornais, livros, impressões, documentos, cartazes, panfl etos, rótulos... Mas não foi sempre assim.
Oficialmente, o papel foi desenvolvido na China no ano de 105, por Tsai Lun, que misturou à água, cascas de amoreira, pedaços de bambu, rami (planta têxtil), redes de pescar, roupas usadas e cal para ajudar na separação das fibras.
De qualidade ainda precária, este foi o ponto inicial para o desenvolvimento das pesquisas para o aperfeiçoamento da técnica, que, em sua maioria, se baseava no uso de tecidos como matéria-prima principal. Com o crescente consumo do papel, o uso de panos passou a ser inviável. Até que, por volta de 1880, o homem percebeu que a pasta usada nessa fabricação era formada por fibras de celulose impregnadas por outras substâncias da madeira (lignina) e definitivamente o tecido deixou de ser usado.
Papel brasileiro
Quando o papel chegou ao Brasil, ainda não existia preocupação com o meio ambiente, mas os produtores de papel já sabiam muito bem reciclar. As primeiras fábricas brasileiras utilizavam papéis usados – grande maioria importada - para a produção de novos.
Depois, a fabricação era feita aqui, mas com matérias-primas virgens estrangeiras, em especial a celulose de fibras longas. Somente a partir dos anos 70, os fabricantes passaram a utilizar, em parte da fabricação, os produtos de origem nacional.
Reciclagem
Embora a história do papel brasileiro confunda-se com sua reciclagem, foi somente a partir do século XXI que o processo adquiriu popularidade, em função do valor ecológico agregado. Anualmente, o país reaproveita três milhões de toneladas, o que corresponde a 44,7% do consumo aparente nacional. Contudo, essa produção ainda não atingiu um patamar maior, pois a coleta ainda é pequena. Uma pena, porque, para cada 1000 kg de papel reciclado evita-se a derrubada de 20 a 30 árvores adultas.
Como contribuir?
Separando o lixo e entregando para a coleta seletiva, principalmente se for empresa, onde a demanda é maior. Mas, você também pode se livrar daqueles papéis que rasgou enquanto arrumava o armário, por exemplo, para fazer arte.
Faça você mesmo! PAPEL ARTESANAL
Materiais
Papéis usados
Copo americano
Liquidificador
Bacia grande, que caiba na tela
Tela de nylon (a mesma usada para silk-screen) ou de arame bem fininho
Deixe de molho uma quantidade grande de papel, de um dia para o outro. Quanto mais mole ele ficar, melhor para bater;
Para cada copo americano de água, a mesma medida de papel;
Bata por alguns segundos a mistura no liquidificador. Lembre-se: Cuidado para não queimar o aparelho;
Veja como fica a polpa. Se quiser um papel mais grosso, coloque mais papel. Se quiser um papel mais fino, ponha mais água;
Encha a bacia (banheira ou tanque) de água para cobrir a tela posteriormente. Jogue a mistura que você bateu no liquidificador nesta bacia;
Pegue a tela e mergulhe-a na vertical até o fundo;
Faça um movimento com a tela como se fosse juntar sujeira com uma pá;
Deixe a tela na horizontal, leve até o fundo e comece a levantá-la;
Retire a tela totalmente da água;
Coloque um jornal sobre uma pia, por exemplo;
Vire a tela sobre o jornal;
Pressione a tela com o pano ou esponja (não esfregue!) até retirar o máximo de água da tela;
Dê umas leves batidas para desgrudar o jornal e o papel reciclado da tela;
Como o papel reciclado grudou no jornal, pendure-o no varal para secar. Assim, você aproveita a tela para fazer vários papéis ao mesmo tempo.
Assim que secar, desgrude o papel reciclado do jornal e dê o formato que quiser, como envelopes, sacolas...
Outras cores são possíveis se você usar tinta para tingir roupa.